A volta de Mel

Não sei se foi ideia de Manuel Zelaya, ou de Chávez, ou do Itamaraty, ou mesmo do Lula, mas aparecer na embaixada brasileira em Tegucigalpa no dia de abertura da assembleia geral da ONU, foi genial… e eu que achava que Mel estava isolado e perdido.

Escutem a Rádio Globo (de Honduras)… com esse nome eu jamais imaginaria que estaria escutando com tanto gosto… Prova de que todo significante é arbitrariamente vinculado a um significado…

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Nelsinhogate

Tem algumas coisa que não se encaixam… essa é uma delas:

“A ideia deste acidente foi totalmente arquitetada por Nelsinho. Ele foi quem primeiro me propôs fazer isto. Na hora, não acreditei que era algo que ele queria fazer para o bem da equipe”, disse Symonds.  (via Tazio)

Só olhando assim descolada do mundo, essa frase faz sentindo. Leia o resto da matéria para ver que todas as outras frases contradiz essa posição ingênua.

Separada assim, até acho que Nelsinho poderia ter pensado nisso, mas daí a propor de fato…

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De volta

Voltamos, consegui um tempinho para colocar os blogs do algumlugar de volta.

De alguma forma algum hacker conseguiu a senha central do site e com ela estava inserindo um link para uma página com um programinha mal intencionado qualquer. Como estava sem tempo, resolvi simplesmente tirar tudo do ar para não contaminhar ninguém inadivertidamente.

Agora voltamos ao normal, tomando alguns cuidados maiores com essa senha importante.

Desculpem a demora!

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A queda do direito de resposta

Eu gostaria de discutir se a questão do direito a resposta ao ataque à honra ou à reputação de outra pessoa é cabível quando o meio de propagar os ataques é aberto e acessível a ambas as partes. Mas tropecei e cai de cara no chão quando li algumas leis apontadas pelo Idelber.

Os passos da queda.

Se alguém escreve sobre mim o que der na cabeça dele em um jornal e eu não gostar do que foi escrito, eu não tenho como contrapor com a mesma capacidade de penetração pública porque não tenho um jornal. Pedir o mesmo espaço usado no mesmo meio de divulgação faz sentido.

Se alguém sobe em um caixote em praça pública e fala sobre mim o que der na telha e eu não gostar do que foi dito eu tenho como contrapor com a mesma capacidade de penetração pública porque me basta um caixote do mesmo tamanho. Qual é o sentido de pedir direito a resposta?

Mais um passo.

Outra coisa que eu posso fazer com qualquer um dos dois é processá-lo por calúnia, difamação ou injuria. Basta o que ele tenha escrito ou dito que eu cometi um crime sem que isso seja verdade ou tenha ofendido minha reputação ou ofendido minha dignidade ou decoro.

Vamos supor só por um momento que o acesso à justiça seja universal e que ela seja rápida e eficaz e, não menos importante, que saibamos todos o que seja verdade, ofensa, reputação, dignidade e decoro.

Se alguém, seja lá quem for, tenha me caluniado, difamado ou injuriado então é meu direito processá-lo e, como a justiça é cristalina e célere, ele será condenado. Se ele fez isso na sala da casa dele ou em cadeia nacional só importa para definir o tamanho da pena. Mas se ele se retratar cabalmente (novamente, sabemos o que isso significa) fica isento da pena. É justo, não?

Mais outro passo.

Se alguém oculta sua identidade quando diz o que veem à telha com o intuito de me causar dano, inclusive caluniar, difamar ou injuriar, comete mais um crime. Novamente, sabemos o que é ocultar e causar dano e, lembre-se, a justiça é célere e equitativa.

Se surge algum novo modo de ocultar a identidade, é claro que isso fere em si meu direito de saber quem me ataca e meu direito à justiça. Para isso que o legislativo está atento as mudanças sociais e impede que um possível criminoso se oculte do braço da justiça.

Tropeço final.

Comeceipor perguntar por que a liberdade de dizer o que quer que seja sobre quem quer que seja deveria ser cerceada quando o meio de divulgação é publico e acessível a todos e terminei descobrindo que isso não importa porque a liberdade de dizer o que se quer não existe.

A reputação, a honra, a dignidade e o decoro de alguém não podem ser jamais contestados ou atacados ou desconstruídos.

Tudo isso, obviamente, se eu soubesse o que significa para a justiça, para a sociedade e, pensando bem, mesmo para mim o que é reputação, honra, dignidade e decoro.

De cara no chão.

O que mais me irrita quando caio assim é lembrar que quis entrar nessa discussão para defender gente que eu não só discordo muito como adoraria caluniar e difamar e injuriar com megafone na mão, como o Gravataí Merengue, de gente que eu até discordo com razoável frequência, mas respeito, como Luís Nassif.

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Plágio

Eu adoro andar descalço por ai e topar o dedão em pedras como essas:

Kayser - Plágio - junho de 2009

Kayser - Plágio - junho de 2009

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Silverstone

Bastidores superquentes, corrida chata. Mas o que eu queria apontar é que a corrida corrobora o que Barrichello dizia sobre seus problemas com os freios e o uso do pneu do carro.

Quando faz calor o BGP001 é um carro melhor para quem poupa pneus e equipamento e hoje, com a pista fria, o estilo de Barrichello tira mais do carro do que o estilo de Button (é só lembrar do Button reclamando do pelo rádio).

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Polícia na USP

O que eu acho da polícia na USP a Flavia e a Carla já disseram melhor do que eu e ambos os textos estão no Liberdade de Expressão.

O que eu queria chamar a atenção é para outra coisa. A mídia realmente perdeu o monopólio da fonte. Algumas pessoas sacaram seus celulares, gravaram e postaram no Youtube:

 

 

Compare agora o que é ver as coisas atrás dos policiais. A diferença de ponto de vista é gritante:

 

 

Outro ponto importante foi muito bem observado pelo Hugo Albuquerque e pelo Leandro Fortes é o uso de confronto para descrever essa barbárie.

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Jasão Botão e Rubinho

Não tem pra mais ninguém, Jasão rules. Mas diferente de algumas opiniões ainda me divirto com a luta pelo segundo lugar, ou com as brigas coisa por nenhuma lá o fundão. Sempre achei que há uma supervalorização do vencedor, muito inflada por essa narração ufanista que crescemos ouvindo em tudo quanto é esporte. Esporte para mim ainda é um reconhecimento da dificuldade da ação, não a posição de chegada. Tanto que não tive dúvidas de tentar fazer a curva 8 em um Mini Cooper o melhor que eu podia! Não foi grande coisa, e aumentou muito minha admiração por quem consegue manter a tangência sem fazer míriades de correções…

Rubinho voltou a colecionar desculpas. Pena, deveria aprender a sair falando é deu algo muito errado com o carro no começo e perdi a concentração para fazer o máximo possível. Porque foi isso, Rubinho. Lamento, até pode ser que a largada não seja sua culpa, mas o resto foi, o resto foi o resto que lhe cabia e parece que ainda você quer provar algo para alguém que não é você mesmo…

Alias, culpa de quem? Erros alguém comete, culpa indica intencionalidade. Culpa de quem? Bola pra frente que um dia o Jasão encalha os argonautas e surge o pomo dourado para ser colhido… não, é o velo. O pomo foi jogado pela Discórdia para ver quem era a mais bonita: Hera, Atena ou Afrodite, adivinha quem ganhou… impressionante como é possível fazer paralelos com essas mitologias de 30 séculos atrás.

Nem vou tentar amarrar com o Acordo de Concórdia

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Fabiana sem tese

Fabiana era só amiga da Flavia. Mas ela é daquelas que conquistam até os pendurados na popa.

Fabiana é minha amiga.

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Paralelos

É impressionante como assuntos que estão ruminando nas profundidades ressurgem em outros lugares. São definidores de recortes do olhar.

Eu estou ruminando todas as idéias do Liberdade de Expressão e olhando como entrar – além do “dou a maior força”. Aos poucos, vou elaborando melhor a idéia de informações criticamente mastigada, reelaborada e expressada por leitores que se desprendem e não se contentam da informação analisada e coercitivamente apresentada.

E vem o Ridson, vendo Fórmula 1, um hobby em comum, juntando informações razoavelmente brutas, razoavelmente opiniativas de dois sites, mas ambas muito bem apresentadas no que é opiniativo e o que é reprodução, fazendo análise de uma situação polemica.

Ele nunca dirigiu um Formula 1, ele não é engenheiro, ele tem 20 anos e viu no máximo 10 anos de Fórmula 1. Dois anos de carta de motorista. E resumiu tudo o que eu acho sobre a mesma polemica.

Informação pensada, ponderada por um não especialista. Sujeita a erros, sim, aberta a revisão também.

Saudável participação no pensar de qualquer assunto.

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